A
palavra dengue
tem origem espanhola
e quer dizer "melindre",
"manha".
O nome faz referência
ao estado de moleza
e prostração
em que fica a
pessoa contaminada
pelo arbovírus
(abreviatura do
inglês de
arthropod-bornvirus,
vírus oriundo
dos artrópodos).
A transmissão
ocorre pela picada
do mosquito Aedes
aegypti, uma espécie
hematófaga
originária
da África
que chegou ao
continente americano
na época
da colonização.
A
dengue foi vista
pela primeira
vez no mundo no
final do século
XVIII, no Sudoeste
Asiático,
em Java, e nos
Estados Unidos,
na Filadélfia.
Mas a Organização
Mundial de Saúde
(OMS) só
a reconheceu como
doença
neste século.
O
primeiro caso
de febre hemorrágica
da dengue que
se tem notícia
apareceu na década
de 50, nas Filipinas
e Tailândia.
Após a
década
de 60, a presença
do vírus
intensificou-se
nas Américas.
Pesquisadores
identificaram
vários
sorotipos da doença,
que foram numerados
de 1 a 4, dependendo
do grau de letalidade
do vírus.
O
sorotipo 1, o
mais leve, apareceu
pela primeira
vez em 1977, inicialmente
na Jamaica, mas
foi a partir de
1980 que foram
notificadas epidemias
em vários
países.
O sorotipo 2,
encontrado em
Cuba, foi o responsável
pelo primeiro
surto de febre
hemorrágica
ocorrido fora
do Sudoeste Asiático
e Pacífico
Ocidental. O segundo
surto ocorreu
na Venezuela,
em 1989.
No
Brasil, há
referências
de epidemias desde
1916, em São
Paulo, e em 1923,
em Niterói,
no Rio de Janeiro,
sem comprovação
laboratorial.
A primeira epidemia,
documentada clínica
e laboratorialmente,
ocorreu entre
os anos de 1981
e 1982, em Boa
Vista, Roraima,
causada pelos
sorotipos 1 e
4, considerado
o mais perigoso.
A partir de 1986,
ocorreram epidemias,
atingindo o Rio
de Janeiro e algumas
capitais da região
Nordeste.
Desde
então,
a dengue vem ocorrendo
no Brasil de forma
continuada, intercalando-se
com a ocorrência
de epidemias,
geralmente associadas
com a introdução
de novos sorotipos
em áreas
anteriormente
ilesas. Na epidemia
de 1986, identificou-se
a ocorrência
da circulação
do sorotipo 1,
inicialmente no
estado do Rio
de Janeiro, disseminando-se,
a seguir, para
outros seis estados
até 1990.
Nesse mesmo ano,
foi identificada
a circulação
do sorotipo 2,
também
no estado do Rio
de Janeiro.
Informações
Gerais
O
que é?
É uma doença
infecciosa febril
aguda, que pode
se apresentar
de forma benigna
ou grave. Isso
vai depender de
diversos fatores,
entre eles: o
vírus e
a cepa envolvidos,
infecção
anterior pelo
vírus da
dengue e fatores
individuais como
doenças
crônicas
(diabetes, asma
brônquica,
anemia falciforme).
Qual
a causa?
A infecção
pelo vírus,
transmitido pela
picada do mosquito
Aedes aegypti.
Quais
os sintomas?
O doente pode
apresentar sintomas
como febre, dor
de cabeça,
dores pelo corpo,
náuseas
ou até
mesmo não
apresentar qualquer
sintoma. O aparecimento
de manchas vermelhas
na pele, sangramentos
(nariz, gengivas),
dor abdominal
intensa e contínua
e vômitos
persistentes podem
indicar a evolução
para dengue hemorrágica.
Esse é
um quadro grave
que necessita
de imediata atenção
médica,
pois pode ser
fatal.
É importante
procurar orientação
médica
ao surgirem os
primeiros sintomas,
pois as manifestações
iniciais podem
ser confundidas
com outras doenças,
como febre amarela,
malária
ou leptospirose
e não servem
para indicar o
grau de gravidade
da doença.
Como
se transmite?
A doença
é transmitida
pela picada da
fêmea do
mosquito Aedes
aegypti. Não
há transmissão
pelo contato direto
com um doente
ou suas secreções,
nem por meio de
fontes de água
ou alimento.
Como
tratar?
Deve-se ingerir
muito líquido
como água,
sucos, chás,
soros caseiros,
etc. Não
devem ser usados
medicamentos à
base de ácido
acetil salicílico
e antiinflamatórios,
como aspirina
e AAS, pois podem
aumentar o risco
de hemorragias.
Os sintomas podem
ser tratados com
dipirona ou paracetamol.
Como
se prevenir?
A melhor forma
de se evitar a
dengue é
combater os focos
de acúmulo
de água,
locais propícios
para a criação
do mosquito transmissor
da doença.
Para isso, é
importante não
acumular água
em latas, embalagens,
copos plásticos,
tampinhas de refrigerantes,
pneus velhos,
vasinhos de plantas,
jarros de flores,
garrafas, caixas
d água,
tambores, latões,
cisternas, sacos
plásticos
e lixeiras, entre
outros.
Fonte:
Ministério
da Saúde
|