O
envelhecimento
é
um
processo
complexo
e
dinâmico
que
resulta
em
alterações
celulares,
fisiológicas
e
psicológicas.
Dessas
alterações
resultam
diferenças
nas
necessidades
nutricionais,
que
devem
ser
levadas
em
conta,
tendo
em
vista
a
máxima
qualidade
de
vida
possível.
À
medida
que
os
anos
passam
e
vai
envelhecendo,
as
suas
necessidades
nutricionais
modificam-se.
Normalmente,
e
porque
a
atividade
física
é
menor
e
o
metabolismo
basal
também
diminuiu,
precisa
de
menos
energia
(calorias)
o
que
significa
que
a
quantidade
de
alimentos
que
ingere
diariamente,
deve
ser
um
pouco
menor.
Por
outro
lado,
a
necessidade
de
vitaminas,
sais
minerais
e
outros
nutrientes
como
as
fibras
e
a
água,
aumentam
nesta
fase
da
vida.
Apesar
da
importância
de
uma
alimentação
cuidada,
vários
fatores
afetam
os
idosos
e
a
sua
nutrição.
Muitas
vezes
vivem
sozinhos,
o
que
interfere
com
a
disposição
para
cozinhar
e
alimentar-se
correctamente.
A
situação
económica
de
muitos
dos
nossos
idosos,
representa
provavelmente
a
maior
dificuldade
que
enfrentam,
ao
terem
que
repartir
o
que
já
é
pouco,
por
alimentação
e
medicação
.
Outra
situação
comum
a
muitos
é
a
falta
de
dentição,
o
que
dificulta
a
ingestão
de
alimentos.
Devido
a
certo
tipo
de
medicação,
muitos
podem
sentir
falta
ou
excesso
de
apetite.
Conheça
quais
são
as
mudanças
nutricionais
que
ocorrem
nesta
fase,
nomeadamente
no
que
respeita
a
um
aumento
das
necessidades
de
certos
sais
minerais,
vitaminas,
fibras
e
água.
Cálcio
O
cálcio
vai-se
depositando
nos
ossos
aproximadamente
até
aos
25-30
anos,
idade
a
partir
da
qual
se
entra
num
processo
de
perda
desse
mineral,
que
pode
ser
mais
ou
menos
intensa.
Assim,
é
necessário
repor
o
cálcio
perdido
e
aumentar
a
sua
ingestão
através
dos
alimentos.
As
mulheres
na
menopausa
têm
necessidades
acrescidas,
por
estarem
mais
sujeitas
a
desenvolver
osteoporose.
Essa
quantidade
é
conseguida
ingerindo
3
ou
4
copos
de
leite,
ou
seus
derivados,
como
iogurtes
ou
queijo.
Vitamina
D
As
suas
necessidades
duplicam
a
partir
dos
50
anos
e
triplicam
depois
dos
70
anos.
É
essencial
para
que
o
cálcio
consiga
fixar-se
aos
ossos.
Se
apanhar
sol
diariamente
e
durante
cerca
de
15
minutos,
obtém
a
quantidade
de
vitamina
D
suficiente
para
as
suas
necessidades.
No
caso
de
não
ser
possível,
por
se
encontrar
acamado
ou
pela
ausência
de
sol,
alimentos
como
o
leite
enriquecido,
os
peixes
gordos,
os
ovos
e
a
margarina,
conseguem
suprir
as
necessidades
com
consumos
normais.
Fibra
A
fibra
ajuda
a
baixar
os
níveis
de
colesterol
e
de
açúcar
no
sangue,
além
de
poder
ajudar
a
prevenir
certos
tipos
de
cancro.
Comer
diariamente
fruta
com
a
casca
(2
a
3
peças),
em
vez
de
beber
o
sumo,
comer
pão
e
outros
cereais
integrais
(arroz,
massa,
cereais
de
pequeno
almoço,
etc.),
legumes
frescos,
crus
ou
cozidos,
e
leguminosas
como
as
lentilhas,
feijões,
ervilhas
etc,
contribuem
para
uma
ingestão
adequada
de
fibra.
Coma
sopa
de
legumes
ao
almoço
e
ao
jantar.
Água
Os
idosos
perdem
frequentemente
a
sensação
de
sede,
o
que
pode
levar
a
estados
de
desidratação.
Por
regular
a
temperatura
do
corpo
e
transportar
resíduos
do
metabolismo,
entre
outras
funções,
a
água
é
essencial
ao
bem-estar
e
saúde.
A
ingestão
de
8
a
10
copos
de
água
diariamente
é
aconselhado,
para
manter
uma
boa
hidratação.
Se
toma
medicamentos
diariamente,
comece
por
beber
mais
água,
de
cada
vez
que
os
tomar.
Vitamina
B12
Pensa-se
que
nos
idosos
se
verifica
uma
dificuldade
de
absorção
de
vitamina
B12,
pelo
que
deve
ser
incentivado
o
consumo
de
alimentos
como
o
leite,
iogurtes,
carne,
peixe
e
ovos.
Nunca
é
demais
lembrar
que,
manter-se
ativo
fisicamente,
é
uma
das
melhores
formas
de
manter
a
juventude,
do
corpo
e
não
só.
Suba
e
desça
escadas,
ande
a
pé
diariamente,
apanhe
um
pouco
de
sol
(lembra-se
da
Vitamina
D??),
ande
de
bicicleta,
corra,
enfim....viva
e
mantenha-se
bem
vivo!
Nut.
Florbela
Mendes
Lisboa
-
Portugal
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www.florbelamendes.net |