Após
a menopausa, a probabilidade de as mulheres
desenvolverem osteoporose é muito maior.
Se não conseguimos controlar a parte
genética que comanda o seu aparecimento,
podemos de fato prevenir o seu desenvolvimento
através da alimentação
e estilo de vida adequados.
A Osteoporose é uma doença que
afeta os ossos, tornando-os porosos e frágeis,
o que faz com que se possam partir facilmente.
O osso saudável tem uma estrutura forte
e resistente, devido à existência
de um elemento que lhe confere essas características
- o Cálcio.
A melhor forma de evitar, ou pelo menos, minimizar
a osteoporose, consiste em garantir desde a
infância e durante a idade adulta, uma
alimentação rica em cálcio.
Quais os alimentos
mais úteis na prevenção/tratamento
da osteoporose?
- O leite e derivados, como o queijo e os iogurtes,
são as maiores fontes de cálcio
da alimentação. Devem ser ingeridos
diariamente, e se não gosta (ou não
tolera) de leite, os iogurtes e o queijo contêm
quantidades idênticas de cálcio.
- O leite de soja enriquecido com cálcio
é uma alternativa ao leite de vaca e
uma excelente fonte de cálcio para quem
não consome lacticínios (deve
no entanto certificar-se através do rótulo,
se o leite é mesmo enriquecido).
- Os peixes gordos como o salmão, a cavala,
a sarda, o atum e as sardinhas fornecem vitamina
D, que é essencial para que o corpo consiga
absorver e fixar o cálcio. Os ovos, a
manteiga e a margarina fortificadas também
fornecem vitamina D.
- Expor-se diariamente ao sol assegura uma correcta
produção de vitamina D pelo próprio
corpo.
- As sardinhas em lata, para além da
riqueza em vitamina D, possuem grande quantidade
de cálcio, se forem comidas as espinhas.
-
O feijão, o tofu, as amêndoas,
as sementes de sésamo, os figos secos,
os brócolos, couves, espinafres e legumes
de folhas verdes em geral, são também
boas fontes de cálcio. Apesar de o conterem
em menor quantidade, quando comparados com os
laticínios, estes produtos de origem
vegetal contribuem com uma parte significativa
de cálcio para a dieta.
- Os produtos da soja como os feijões
de soja, o tofu, o leite de soja, as sementes
de linho e os rebentos de alfafa, para além
de terem uma quantidade importante de cálcio,
fornecem substâncias (fitoestrogénios)
que imitam os efeitos dos estrogénios
humanos, e podem ajudar a preservar a densidade
óssea nas mulheres durante e após
a menopausa. Pensa-se que também ajudem
a aliviar alguns dos sintomas da menopausa,
incluindo os afrontamentos.
Tal como há
alimentos que devem ser incentivados, existem
outros que se devem evitar, ou porque aumentam
a eliminação de cálcio
ou porque impedem a sua absorção.
- A cafeína existente no café,
nas colas e no chá, pode aumentar as
perdas de cálcio pelas fezes e pela urina.
- Os taninos existentes no chá e no café
diminuem a absorção do cálcio,
e por isso não devem ser bebidos às
refeições ou após refeições
ricas em cálcio.
- O álcool pode provocar a perda de vários
minerais, entre eles o cálcio. Deve por
isso ser bebido com muita moderação.
- As colas e outras bebidas carbonatadas contêm
ácido fosfórico, que ao ligar-se
com os fosfatos presentes em fiambre, salsichas
e outra charcutaria, podem contribuir para um
aumento das perdas de cálcio.
- O farelo de trigo consumido cru (polvilhado
nos cereais ou nas sopas, para aumentar o conteúdo
de fibras) não é aconselhado,
uma vez que possui fitatos, que inibem a absorção
de cálcio.
- Apesar de o principal problema se encontrar
no consumo do farelo cru, alimentos como o pão
integral (que sofreu operações
envolvendo calor) não devem ser ingeridos
diariamente, nem com fontes de cálcio
(queijo, por exemplo).
- Os espinafres, as beterrabas e o ruibarbo
contêm oxalatos, substâncias que
bloqueiam a absorção do cálcio.
Devem assim ser consumidos com moderação,
e separados dos alimentos ricos em cálcio.
Nut. Florbela Mendes
Lisboa - Portugal
Site: www.florbelamendes.net
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