Por
que
desistimos
tão
fácil
de
fazer
dietas?
Existem
vários
fatores
que
entram
em
jogo
quando
falamos
de
restrição
alimentar
para
perda
de
peso.
Uma
delas
é
a
personalidade
da
pessoa,
que
envolve
sua
capacidade
de
tolerar
frustrações
e
a
outra
é
o
corte
de
nutrientes
que
vão
interferir
em
seu
estado
de
humor.
Como
a
alimentação
pode
interferir
no
estado
emocional
de
uma
pessoa?
Vamos
pensar
no
simples
fato
da
restrição
de
qualquer
elemento
básico
da
vida
de
um
indivíduo.
Deixe
alguém
sem
banho
por
3
a
4
dias,
ou
sem
beber
água
pelo
mesmo
período,
ou
sem
poder
ir
ao
banheiro,
ou
sem
ganhar
dinheiro
ou
mesmo
sem
afeto.
Toda
restrição
é
mal
tolerada,
porque
funcionamos
com
a
economia
do
ganho
e
da
reserva.
Além
disso,
indo
para
o
campo
da
ciência,
algumas
linhas
defendem
a
idéia
de
que
a
serotonina
cerebral,
aquele
neurotransmissor
responsável
por
muitos
dos
nossos
comportamentos,
estados
do
humor,
ansiedade,
agressividade,
e
saciedade,
é
modulada
pela
dieta,
principalmente
pela
quantidade
de
macronutrientes:
carboidratos,
proteínas
e
aminoácidos
isolados.
Sendo
assim,
se
faltarem
na
dieta,
como
fica
o
astral
da
pessoa
ao
longo
do
processo?
Dietas
radicais,
o
que
elas
fazem?
As
que
cortam
proteínas
e
gorduras
eliminam
a
albumina
e
o
triptofano
tão
necessário
para
a
formação
da
serotonina
e
seu
transporte
até
o
cérebro.
As
que
cortam
carboidratos,
alteram
a
liberação
de
insulina,
conforme
o
IG
(índice
glicêmico),
interferindo
na
liberação
de
serotonina
cerebral.
Isso
tudo
ocorre
porque
os
mecanismos
estão
interligados
e
competem
entre
si.
Assim,
cerca
de
3
semanas
após
as
dietas,
o
nível
de
triptofano,
precursor
da
serotonina,
teve
uma
queda
significativa
e
a
tendência
é
que
a
pessoa
vá
em
busca
do
que
lhe
falta.
Detalhezinho
importante:
as
mulheres
são
mais
sensíveis
ao
déficit
de
serotonina.
Por
que
as
mulheres
têm
mais
dificuldade
emocional
com
seu
próprio
corpo
e
com
a
alimentação?
A
maioria
das
mulheres
esqueceu
qual
sua
real
origem.
Os
antigos
diziam
que
as
mulheres
eram
como
a
lua,
enquanto
o
homem
era
como
o
sol.
A
lua
tinha
suas
4
fases,
entre
elas
uma
totalmente
negra;
o
sol
seguia
sempre
linear
nascendo
e
se
pondo
num
mesmo
trajeto
diário.
Desta
forma,
as
civilizações
antigas
colocavam
em
metáforas
o
funcionamento
dos
nossos
hormônios
e
anunciavam
o
humor
cíclico
feminino.
Hormônios
e
neurotransmissores
são
substâncias
de
um
mesmo
cérebro
e
sofrem
interferência
dos
nutrientes.
Sabemos
que
moças
com
anorexia
nervosa,
que
não
tem
gordura
corporal
suficiente,
não
menstruam,
pois
os
hormônios
femininos
são
solúveis
na
gordura.
Como
querer
separar
o
que
está
intimamente
ligado?
Quando
alguém
está
com
anemia,
parece
que
está
deprimido!!
Quando
alguém
está
com
deficiência
de
B12
fica
altamente
irritado.
Como
separar
emoção
de
alimentação?
A
fluoxetina,
um
dos
primeiros
inibidores
seletivos
de
recaptação
de
serotonina,
foi
liberada
pelo
SUS
para
tratamento
de
DPM-
disforia
pré-menstrual.
Ela
deixa
mais
serotonina
á
disposição
do
cérebro.
Antidepressivos
ajudam
nas
dietas?
Sim,
os
antidepressivos
ajudam
nas
dietas,
principalmente
se
a
pessoa
tiver
baixo
limiar
de
tolerância
á
frustração:
“se
frustra
fácil
e
desiste,
pois
já
não
agüenta
mais
essa
vida
de
fazer
regime”;
e
tiver
“idéias
constantes
sobre
comida
na
cabeça”.
Quando
o
comportamento
alimentar
for
mais
impulsivo,
ligado
á
emoção
de
raiva
e
agressividade,
o
ideal
é
associar
estabilizador
do
humor.
Neste
caso,
procure
um
especialista:
um
psiquiatra,
e
SEM
PRECONCEITO!!!
É
para
a
sua
saúde.
Não
precisa
contar
para
ninguém.
Simone
Marchesini
Psicóloga
Responsável
CRP:
08/04760
Contato:
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3342.6264
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