Sabemos
que
o
processo
de
fritura
deve
ser
utilizado
apenas
esporadicamente,
na
confecção
dos
alimentos.
No
entanto,
é
possível
tornar
esta
técnica
culinária
num
“mal
menor”.
Cozinhar
pode
ser
definido,
simplesmente,
como
um
tratamento
térmico
que
o
alimento
sofre.
O
ato
de
cozinhar
não
melhora
apenas
o
sabor,
o
cheiro
e
a
aparência
de
certos
alimentos,
mas
também
aumenta
a
sua
digestibilidade.
Cozinhar
um
alimento
pode
também
melhorar
a
sua
qualidade
ao
destruir
possíveis
fungos,
leveduras
ou
bactérias
existentes.
A
fritura
é
uma
técnica
culinária
que
utiliza
a
gordura
como
meio
de
transporte
de
calor,
e
é
um
processo
rápido
(minutos)
devido
às
altas
temperaturas
a
que
se
encontra
a
gordura.
Durante
a
fritura
verifica-se
a
formação
de
uma
crosta
à
superfície
do
alimento
que,
de
certa
forma,
impede
a
saída
de
alguns
nutrientes.
No
entanto,
é
uma
técnica
que,
por
utilizar
altas
temperaturas,
dá
origem
a
perdas
de
nutrientes
termo
sensíveis
(algumas
vitaminas,
em
especial
a
vitamina
C
e
algumas
do
complexo
B).
Por
outro
lado,
verifica-se
uma
absorção
de
gordura
por
parte
do
alimento,
originando
o
aumento
do
seu
valor
calórico.
A
absorção
de
gordura
pode
ser
minimizada
se
respeitarem
algumas
regras
durante
a
fritura.
Regras
para
uma
boa
fritura:
1.
Utilizar
apenas
óleos
e
outras
gorduras
que
resistam
bem
a
altas
temperaturas,
sem
se
degradarem.
Exemplos
disso
são
os
óleos
ricos
em
gorduras
monoinsaturadas
e
saturadas:
azeite,
óleo
de
amendoim
e
banha.
Os
óleos
ricos
em
gorduras
poliinsaturadas
(óleo
de
milho,
girassol,
soja,
etc.)
são
contra
indicados
para
fritar,
já
que
não
suportam
altas
temperaturas,
degradando-se
rapidamente.
2.
O
volume
de
gordura
utilizado
deve
ser
pelo
menos
três
vezes
o
do
alimento.
3.
Aquecer
bem
o
óleo
a
160º-180ºC,
e
introduzir
o
alimento
apenas
quando
o
óleo
estiver
na
temperatura
certa
(caso
contrário,
ao
introduzir
o
alimento
num
óleo
pouco
quente,
a
temperatura
vai
baixar
e
não
se
forma
a
crosta
à
superfície
do
alimento;
desta
forma
vai
obter
um
alimento
praticamente
“cozido”
em
gordura
e
muito
mais
calórico,
pois
ocorre
grande
absorção
de
gordura
para
o
interior).
4.
Para
não
ultrapassar
a
temperatura
certa
(180ºC,
no
máximo
200ºC),
preferir
uma
frigideira
equipada
com
um
bom
termóstato.
Caso
não
seja
possível,
considere
que
o
óleo
começa
a
estar
na
temperatura
certa,
quando
se
formam
“bolhinhas”
e
aparece
uma
ondulação
crescente.
5.
Não
utilizar
um
óleo
que,
depois
de
quente,
comece
a
libertar
cheiro
intenso
e
fumo
escuro.
6.
Sempre
que
possível,
secar
bem
o
alimento
antes
de
o
introduzir
no
óleo
quente,
para
evitar
que
a
água
à
superfície
deste,
faça
baixar
muito
a
temperatura
do
óleo.
7.
Colocar
pouca
quantidade
de
alimento
de
cada
vez,
mais
uma
vez,
para
não
diminuir
a
temperatura
ótima
do
óleo.
8.
Quando
retirar
o
alimento,
deixar
escorrer
bem
o
óleo
na
escumadeira
e
colocá-lo
sobre
papel
de
cozinha
absorvente
(ou
simples
guardanapos
de
papel),
para
eliminar
maior
quantidade
de
gordura.
9.
Depois
de
arrefecer,
filtrar
cuidadosamente
o
óleo
utilizado,
para
serem
removidos
resíduos
sólidos
formados.
10.
Conservar
a
gordura
filtrada
num
recipiente
fechado
e
opaco
à
luz
(ou
afastado
desta),
para
evitar
a
sua
oxidação.
11.
Renovar
completamente
a
gordura
depois
de
esta
se
apresentar
escura,
não
a
utilizando
mais
do
que
8-10
vezes
(este
número
depende
da
quantidade
e
tipo
de
produto
frito,
e
pode
ser
muito
inferior
ao
indicado).
12.
Nunca
juntar
nova
gordura
à
outra
que
já
foi
aquecida.
Nut.
Florbela
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